Pergunta & Resposta

02.12.2013

Pergunta:

 

«Sabendo que a Passivhaus já é uma realidade no nosso país e é, a nível mundial, a norma mais exigente ao nível do conforto e da eficiência energética dos edifícios (com uma redução das necessidades de aquecimento e arrefecimento de 75 por cento em relação aos edifícios correntes e de acordo com a regulamentação actual) e que é acessível economicamente, o que poderá ser feito para massificar a norma Passivhaus em Portugal?»

 

Presidente da direcção da Associação Passivhaus, João Marcelino

 

Resposta:

 

«A criação de modelos de utilização parcimoniosa da energia na habitação, centrados na diminuição das necessidades de utilização através da optimização das soluções construtivas e da mudança comportamental dos utilizadores, é um factor que se insere na visão global da sustentabilidade.

 

A sua implementação não é fácil, mesmo para os modelos obrigatórios. Para além da dificuldade de aplicação à reabilitação, realidade incontornável dos próximos anos, ainda há os custos consideráveis a ter em conta no investimento inicial.

 

No meu entender é preciso passar da mera repetição de ideias. Temos que partir da análise dos problemas para criar o debate que gere as soluções para cada caso. Os modelos da Europa do Norte estão focados no isolamento devido às condições de baixa temperatura no Inverno. Em Portugal, no interior, além de termos frio no Inverno (40 ºC); já no litoral o clima é muito mais ameno.


É necessário encontrar uma solução de compromisso sem termos que recorrer aos sistemas activos. Por outro lado, temos que investir na consciencialização da sociedade, da utilização adequada da energia, tendo em vista um caminho para um futuro sustentável. Este é um caminho que temos que fazer andando, como disse o poeta António Machado.»

 

Presidente da Associação Nacional dos Peritos Qualificados, Ernesto Peixeiro Ramos

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