Queda da grande hídrica volta a reduzir o peso das renováveis em Maio

Electricidade renovável consumida ficou-se pelos 57,9 por cento

12.06.2015

As energias renováveis garantiram em Maio de 2015 apenas 57,9 por cento da electricidade consumida em Portugal continental, segundo dados divulgados pela APREN – Associação de Energias Renováveis, um valor muito mais baixo que em igual mês do ano passado, altura em que representaram 82 por cento do consumo.

 

Este decréscimo deve-se sobretudo à grande hídrica que neste mês de 2014 representava uma fatia de 43,2 por cento e que este ano, no mesmo mês, desceu para 23,3 por cento. A descida não foi tão forte nas outras renováveis que apenas desceram de 38, 9 por cento, em 2014, para 34, 6 por cento, em 2015. A eólica é das tecnologias mais estáveis.

 

“Em termos cumulativos desde o início do ano a produção de eletricidade renovável encontra-se aquém das suas potencialidades, consequência do ano hidrológico seco que se tem verificado, não obstante as fontes renováveis continuam a destacar-se como a principal origem de abastecimento”, analisa a associação no boletim mensal.

 

Esta tendência de queda do peso das renováveis na electricidade consumida – Janeiro (50,3%) Fevereiro (60,1%) Março (61,3%), Abril (58,6%) – já é visível desde o início do ano face à média registada no ano passado. Em 2014 a electricidade renovável representou 62,7 por cento do consumo, segundo dados da associação.

 

SOLAR FOTOVOLTAICO ATINGE MÁXIMO

 

Neste mês de Maio de 2015 a energia eólica garante 25,9 por cento da produção renovável e continuou a ser a fonte renovável com maior peso na electricidade consumida em Portugal Continental, posição que ocupa desde o início do ano.

 

Só depois surge a grande hídrica (23,3 por cento) e as pequenas centrais hídricas (2,3 por cento), a que se seguem as restantes tecnologias com uma quota de 5 por cento para a biomassa e 1,4 por cento para a solar fotovoltaica, que atingiu a contribuição mais alta que há registo.

 

A componente fóssil subiu com a térmica convencional a representar agora 28,9 por cento da electricidade consumida e a cogeração fóssil 10,1 por cento. O saldo importador teve um papel importante na compensação da diminuição da produção hídrica, surgindo com 3,1 por cento.

 

A APREN destaca o potencial de desenvolvimento da tecnologia solar uma vez que, dado o seu perfil de carga, adequa-se aos consumos de ponta, podendo ter um papel fundamental nos anos mais secos.

 

“A produção de electricidade solar é maior no verão quando a produção de origem hídrica e eólica diminuem, sendo assim um bom complemento no sistema elétrico para colmatar as variações sazonais. Adicionalmente contribui para a redução da dependência energética externa, bem como para as metas europeias para 2020”, realça a APREN.

TAGS: energias renováveis , Maio de 2015 , APREN
Vai gostar de ver
VOLTAR